
Nesta quarta-feira, a Nintendo realizou seu grande evento de anúncio do Nintendo Switch 2, revelando detalhes como preço, jogos de lançamento e novidades do console. O evento, que prometia ser um dos mais importantes do ano, trouxe boas notícias, mas também deixou muitos fãs e analistas preocupados com os rumos da indústria.
Melhorias, Mas a um Preço Salgado
O novo console da Nintendo apresenta gatilhos magnéticos (que podem resolver o problema do drift dos Joy-Cons), uma tela de 120 fps e até uma função inédita que permite usar o controle como mouse. No entanto, o preço foi um dos pontos que mais chamou a atenção: 450 dólares, aproximadamente 2.524 reais na conversão direta, mas no Brasil, onde você compra um e tem que dar outro para o governo, pode esperar para ver o console sendo vendido por mais de 4 mil reais.
Apesar de a indústria já ter normalizado valores altos — como o PS5 Pro a US$700 e o Xbox Series S|X a US500 —, a Nintendo sempre se destacou por oferecer consoles mais acessíveis. A expectativa era que o Switch 2 custasse entre 350 e 400 dólares, mas o valor final ficou acima do esperado.
Jogos a US$ 80 (E nem é GTA 6)
Se o preço do console já foi uma surpresa negativa, o valor dos jogos foi ainda pior. Enquanto muitos esperavam que GTA 6 fosse o primeiro título a estabelecer um novo patamar de preços, a Nintendo surpreendeu anunciando que Mario Kart World, seu próximo grande lançamento, custará US$ 80 na versão digital.
Pior ainda, a mídia física terá um acréscimo de US$10, chegando a ser vendida por US$90, aproximadamente 505 reais. O aumento é significativo, já que os jogos do Switch 1 eram vendidos a 60 dólares, um salto de US$ 20 a US$ 30 em uma única geração.

O Efeito Dominó na Indústria
A Nintendo é uma das líderes do mercado de games e, historicamente, dita tendências. Se o novo padrão de preços for bem-sucedido, outras empresas podem seguir o mesmo caminho. Isso significa que:
- Sony e Microsoft podem adotar 80 dólares para mídia digital e 90 para mídia física como preço base para jogos.
- Versões físicas podem se tornar ainda mais caras.
- Assinaturas como Game Pass e PS Plus podem sofrer aumentos para compensar.
- Até a Steam pode ser impactada, com publishers ajustando valores para cima.
Mídia Física em Risco?
Outra polêmica é o fato de que alguns jogos físicos do Switch 2 serão, na verdade, chaves de ativação em cartucho. Ou seja, o jogador comprará uma caixa, mas precisará baixar o jogo digitalmente. Mesmo assim, o preço continuará US$ 10 mais caro que a versão digital pura, o que faz com que as vendas da mídia física caiam consideravelmente.
Impacto no Mercado Brasileiro
Para os jogadores brasileiros, a situação é ainda mais complicada. Considerando a conversão direta e os impostos, um jogo de US$80 pode custar R$ 450, enquanto títulos de US$90 ultrapassam R $500. Isso sem falar das versões deluxe, com acesso antecipado e conteúdos extras, podem passar dos R$ 700.
Um Risco para a Indústria?
Com jogos cada vez mais caros e consumidores mais seletivos, há o temor de que o mercado entre em um ciclo negativo:
- Jogadores compram menos devido aos preços altos.
- Estúdios têm menos retorno, levando a demissões e cancelamentos.
- Grandes empresas reduzem investimentos em novos projetos.
Se a estratégia da Nintendo for bem-sucedida, outras gigantes podem replicá-la, elevando ainda mais os custos para os jogadores. Resta saber se o público aceitará essa nova realidade ou se a indústria precisará rever seus modelos.
Enquanto isso, o Nintendo Switch 2 chega com hardware promissor, mas um preço que pode afastar até mesmo os fãs mais dedicados.
E você, o que acha desse aumento? Vale a pena pagar mais por jogos da Nintendo? Deixe sua opinião nos comentários!
Meu nome é André Gomes, sou jornalista e apaixonado por jogos. Estou no mundo dos videogames desde que me entendo por gente e amo falar sobre.
Adoro falar e escrever sobre games, já tive outros sites e canais falando sobre e tudo isso me trouxe até aqui.
Minhas franquias favoritas são Final Fantasy 7 e God of War, mas amo outros vários títulos que chega a ser impossível escrever todos aqui.