Veredito: Compro, espero ou skipo
Se você é da geração Tik Tok que gosta de conteúdos rápidos, aqui vai um análise curta do jogo. Submersive Memories é um jogo que bebe da fonte de survival horror clássicos e traz para um cenário brasileiro. Porém o jogo peca no conteúdo raso e simples que pode frustrar quem espera algo grandioso.
- Prós: Nova abordagem para um tema já saturado, puzzle e ambientação satisfatória
- Contras: Sem compatibilidade com Dualsense, Combate deixa a desejar e conteúdo bem raso
- Veredito: Se você é amante de survival horror e, principalmente, gosta desse período histórico do Brasil, compre sem medo, que você vai gostar. Agora, se você gosta de jogos mais desafiadores, você pode se decepcionar. E é importante destacar que vivemos em um país extremamente polarizado e se você se incomoda com certas posições políticas, é melhor evitar o jogo para não passar raiva.
Agora se você quer uma review mais detalhada. Confira nosso texto logo abaixo.
História

O período da Ditadura Militar no Brasil foi uma época que marcou a história do país. Quem viveu essa época sempre relata o medo constante, bem propício para uma história de terror. No cinema, esse período histórico vem sendo abordado constantemente, mas nos games essa é a primeira vez que vemos essa temática.
E para melhorar, a forma como esse tema é abordado é ainda mais inovador. Devido às ferramentas de censura da época, poucos registros e relatos foram deixados para trás, mas o jogo contorna muito bem esse problema. Renata, a protagonista do jogo é de uma família espírita e ela é uma médium e dessa forma pode se conectar com as pessoas de outro plano podendo assim saber um pouco mais do que aconteceu durante esse período sombrio. As sessões espíritas da Renata funcionam para explicar a história na falta dos bilhetes e arquivos.
Gameplay
Assim como 90% dos survival horror, o gameplay de Submersive Memories pode ser dividido em duas partes sendo ação e exploração, então vamos por partes.
Exploração

O grande destaque do jogo é a exploração. Aqui você explora uma espécie de base militar abandonada e aqui você precisa resolver puzzles constantes para acessar novas áreas e seguir na campanha.
Os cenários e ambientação são muito bem feitos e desperta a vontade de explorar cada canto, descobrir cada mistério, mas sem perder a tensão. E assim como outros jogos do gênero, o backtracking é um recurso presente no jogo, então você vai está sempre indo e voltando pelos corredores para acessar novas salas.
Ação

As partes de ação por sua vez não são tão cativantes quanto a exploração. Os momentos de combates são poucos e quando chega o momento de enfrentar algum oponente, a mecânica não é nada satisfatória.
O combate do jogo lembra muito Alan Wake e você precisa derrotar os inimigos utilizando flashes da lanterna. Porém a carga da bateria é pouca e pode te deixar na mão no meio do combate. Além disso, a forma de acertar as sombras são confusas e uma hora você acerta e outra hora parece que não teve quase nenhum impacto.
Parte técnica (Gráficos, dublagem, bugs e desempenho)

Tecnicamente o jogo está quase impecável. Com gráficos no estilo 2.5D, o jogo lembra muito os clássicos do PS1. Mesmo sendo um jogo “leve” ele está bem otimizado e não apresenta bugs e nem queda de FPS.
O único problema que eu enfrentei foi com os controles. O jogo recomenda que você utilize uma manete, mas ao conectar o Dualsense, ele não reconhece o controle, principalmente os gatilhos que controlam a lanterna. Felizmente, esse é um problema que pode facilmente ser resolvido com atualizações futuras.

Review feita com uma cópia digital cedida pelo Southward Studio
Jornalista por formação e gamer apaixonado de nascimento. Comecei minha paixão no polystation, passei por vários consoles, mas o que mora no meu coração é o PS4 e o PS Vita.
Minha paixão me levou a fundar o Já Joguei em 2020 e posteriormente o Na La7a em 2024 com apenas objetivo, manter vocês sempre atualizado de tudo que acontece no mundo dos games desde noticias, review e tutoriais.





