Veredito MAVRIX by Matt Jones: Compro, espero ou skipo

Review
  • Prós: Ótima gameplay, variedade de pistas, sistema de manobras
  • Contras: Mapa grande e vazia, viagem rápida, progressão fraca, falta de objetivos
  • Veredito: MAVRIX é um otimno simulador de mountain Bike. As pistas são diversas e muito divertidas e a liberdade no controle da bicicleta é quase ilimitado. Porém o jogo parece incompleto. O mapa é grande e deserto, os pontos de viagem rápida são mals distribuidos e pouco eficiente e a falta de objetivo pode levar a um tédio rapidamente.

Agora se você quer uma review mais detalhada. Confira nosso texto logo abaixo.


Diferente de outras reviews feitas aqui no site, desta vez não vamos começar pela história, até porque este jogo não possui nenhuma. Então, vamos direto para o gameplay.

Alinhando as expectativas

Antes de falar de MAVRIX, primeiro preciso explicar por que esse jogo chamou minha atenção, pois alinhar as expectativas é fundamental para a experiência, seja ela positiva ou negativa.

Se você é um gamer da geração do PS2, com certeza um dos jogos que marcou essa época foi Downhill Domination. Bem, eu também tenho ótimas memórias de passar a tarde toda na casa dos meus colegas disputando corridas nas pistas mais insanas. Resgatar um pouco desse sentimento foi o grande motivo do meu interesse por MAVRIX. e, se você for atrás desse jogo pelo mesmo motivo, sinto muito, mas provavelmente vai se decepcionar.

Nas primeiras horas de MAVRIX, fiquei bastante desapontado, pois o jogo não entregava aquelas corridas insanas e exageradas de que eu tanto gostava. A proposta aqui é outra. Depois de algum tempo jogando, percebi que ele se aproxima muito mais de um Forza Horizon do que de Downhill Domination, e foi justamente aí que o jogo me conquistou.

Aqui você tem um mundo aberto para explorar diversas pistas e concluí-las. Também há corridas, mas apenas contra outros jogadores, o que pode ser um pouco frustrante. Bem, agora que as expectativas estão alinhadas e você já sabe o que esperar do jogo, vamos falar do que realmente importa: o gameplay.

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Gameplay

MAVRIX talvez seja o melhor jogo de mountain bike que já joguei. O jogo oferece grande liberdade no controle da bicicleta, permitindo controlar praticamente cada movimento do corpo do atleta. Você pode fazer manobras no ar, girar, soltar parcialmente a bicicleta durante os saltos, empinar, dar bob e muito mais.

Cada pista exige que você controle a bicicleta de uma forma diferente se quiser chegar ao final inteiro e no menor tempo possível.

Mundo aberto

O mundo aberto de MAVRIX é gigante, e isso não é um elogio. O mapa é grande, mas carece de detalhes e faz parecer que todos os lugares são exatamente iguais. Para piorar, ele não permite marcar objetivos nem dar zoom, o que dificulta identificar quais pistas você já concluiu. Quando uma pista é finalizada, ela continua aparecendo no mapa e apenas destaca o trajeto percorrido. Como várias pistas ficam muito próximas umas das outras, muitas vezes é difícil saber quais já foram concluídas. Além disso, como o mapa é enorme e pouco detalhado, você acaba gastando mais tempo procurando novas pistas e se deslocando do que realmente descendo por elas.

O jogo também possui um sistema de viagem rápida por meio de teleféricos, mas ele deixa muito a desejar. Os teleféricos levam você até os pontos mais altos do mapa e conectam uma montanha à outra. O problema é que muitas pistas terminam no meio da montanha e a viagem rápida só pode ser usada entre estações. Ou seja, se você quiser voltar ao topo para fazer outra pista, terá apenas duas opções: subir pedalando ou descer até encontrar outro teleférico.

Sendo bem sincero, MAVRIX seria infinitamente melhor se fosse um jogo linear, no qual você simplesmente escolhesse uma pista e concluísse seus objetivos. Descer por cada uma delas é extremamente satisfatório, mas, quando você termina uma pista e lembra que precisa atravessar o mapa em busca da próxima, bate um desânimo.

Progressão

O principal mecanismo de progressão do jogo são os contratos de patrocinadores. Cada pista concluída aumenta seu nível e, quanto maior ele for, melhores serão os patrocinadores disponíveis.

O problema é que não há muito o que fazer com o dinheiro obtido. Os únicos itens disponíveis são pinturas para a bicicleta e novas cores para as roupas e equipamentos.

O jogo seria muito mais satisfatório se permitisse investir esse dinheiro em melhorias para a bicicleta, como uma aceleração melhor ou um sistema de frenagem mais eficiente. Isso também daria mais dinamismo a cada descida. Além disso, os itens cosméticos poderiam ser mais variados e detalhados.

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Parte técnica

Não tenho muito do que reclamar em relação aos bugs ou ao desempenho. Encontrei alguns pequenos problemas, mas nada que comprometesse minha experiência. Também houve algumas quedas de FPS, porém sem afetar significativamente a jogabilidade.

A principal crítica fica para algumas decisões de desenvolvimento. Até o momento em que escrevo esta review, o jogo não possui localização para outros idiomas, nem mesmo legendas em português. Além disso, não permite controlar livremente a câmera, o que gera algumas frustrações. Como o mapa é ruim para localizar as pistas, as placas espalhadas pelo cenário ajudam bastante. No entanto, como você só enxerga para onde o personagem está olhando, muitas vezes é preciso fazer várias manobras apenas para conseguir ler uma placa.

Como poderia ser melhor

Se o jogo oferecesse corridas contra a máquina ou desafios de contra o tempo, cada descida seria muito mais satisfatória.

Outra melhoria importante seria abandonar o mundo aberto em favor de uma seleção direta de pistas ou, pelo menos, implementar um sistema de viagem rápida muito mais eficiente.

Também faria bastante diferença permitir a compra de bicicletas diferentes ou a personalização de componentes, criando configurações específicas para cada tipo de terreno. E, claro, não posso deixar de mencionar a câmera: uma simples opção para controlar livremente para onde olhar já resolveria boa parte das frustrações.

Dicas

Não costumo fazer isso nas reviews, mas acredito que algumas dicas podem tornar sua experiência mais agradável.

  1. Foque nas pistas: as manobras são bonitas, mas não rendem pontos nem oferecem qualquer recompensa. No início, priorize concluir as pistas;
  2. Use o freio: para quem está acostumado com jogos de corrida mais arcade, pode parecer estranho, mas usar o freio faz muita diferença;
  3. Saiba cair: mais importante do que pedalar é saber cair. Se você controlar corretamente a inclinação durante as quedas, ganhará mais velocidade nas descidas e terá mais controle sobre a bicicleta.

Analise feita com chave cedida pela Cascade Interactive e Keymailer

Outras reviews

Jornalista | Redator | CEO |  + posts

Jornalista por formação e gamer apaixonado de nascimento. Comecei minha paixão no polystation, passei por vários consoles, mas o que mora no meu coração é o PS4 e o PS Vita.

Minha paixão me levou a fundar o Já Joguei em 2020 e posteriormente o Na La7a em 2024 com apenas objetivo, manter vocês sempre atualizado de tudo que acontece no mundo dos games desde noticias, review e tutoriais.