- Prós: Gameplay, direção artística, personagens
- Contras: Movimentação, fase aquática e tempo de carregamento
- Veredito: Se você é amante desses shooters frenéticos ao estilo Doom, você pode gostar bastante desse jogo. Só tenha paciência e se adeque a movimentação um tanto quanto lenta e travada.
Agora se você quer uma review mais detalhada. Confira nosso texto logo abaixo.
História

A história desse jogo junta vários elementos de filmes noir e policial. Aqui você é um detetive particular que está em busca da solução de mais um caso, mas dessa vez, o que parece ser uma coisa simples acaba virando algo bem maior com envolvimento de policiais e políticos corruptos e com bastante reviravoltas.
A história não é ruim, mas também não é nada genial. Se você curte filmes policiais e de investigação, provavelmente vai gostar. Ah, e sim, o jogo tem muitas piadas com queijo, mas você realmente achava que isso não era esperado e que iria estragar o jogo? Sem chance.
Personagens

Eu diria que os personagens são melhores que a história em si. Todos os personagens são aquelas caricaturas de filmes policiais e até com uma pegada de mafiosos. E tenho que admitir que o jogo sabe fazer um personagem suspeito, mas que na verdade é bem gente boa e o contrário também acontece.
O protagonista, Jack Pepper, em especial é um ótimo personagem. É daquele tipo de personagem durão que já está cansado de tudo, mas sempre vai fazer o certo. Sempre com muito humor e direto ao assunto.
Gráficos, narrativa e direção artística

A direção artística é incrível. Os cenários preto e branco no estilo noir, áreas abandonadas pela segurança pública, teatros. Todos os ambientes são bem desenhados para parecer que estamos imersos em um mundo vivo.
A direção artística é um dos principais motivos do jogo ser tão lindo, praticamente tudo é digno de elogio. Mas o grande destaque aqui vai para a reta final do jogo quando entramos em um cenário bem diferente que não vou falar muito para evitar spoilers. Mas a sensação que passa é que saímos de um universo e entramos em outro.
E a narrativa colabora muito com essa sensação. Com múltiplas quebras de quarta parede, partes da história fora de uma linha cronológica e um narrador personagem ajudam a trazer essa experiência de que somos mais um dentro desse universo.
Gameplay

A gameplay é aquele boomer shooter clássico. Você está sempre cercado de inimigos e tem que eliminar todos para avançar. A variedade de inimigos é grande, desde os pequenos que ficam te enchendo o saco, até os maiores que vão dar trabalho.
Falando em variedade, o jogo não tem um arsenal gigantesco, mas as armas que ele te oferece são bem satisfatórias. As armas são as clássicas que já conhecemos, mas repaginadas de uma forma criativa. Todas elas podem ser upadas em três níveis e a maioria oferece um disparo secundário.
O que peca aqui é a movimentação, para um jogo frenético, ela deixa muito a desejar. Você constantemente vai ficar travado em algum ambiente e até mesmo morrer porque não conseguiu se mexes (tem muitos inimigos que te fecham). Isso sem mencionar que o jogo oferece elementos do cenário que você pode utilizar em combate, mas devido a movimentação travada, frequentemente esses elementos vão mais te atrapalhar do que te ajudar.
Uma fase específica me irritou bastante. Caminhando para o final do jogo, tem uma fase aquática. A fase em si é até legal. O maior problema é que durante todo o percurso, o personagem utiliza um capacete de mergulho que gera um reflexo do rosto dele e atrapalha muito a visão. Algo semelhante a andar todo o trajeto com o óculos extremamente embaçado.
Parte técnica (dublagem, bugs e desempenho)
Em minhas quase 30 horas de jogo eu não tive nenhum bug, queda de FPS e nada. O jogo está bem polido. O único ponto que realmente me incomodou foram as telas de carregamento. O jogo tem várias telas de carregamento, quando começa, entra ou sai de uma fase e após a morte. E todas são bem demoradas para o momento atual da geração.

Jornalista por formação e gamer apaixonado de nascimento. Comecei minha paixão no polystation, passei por vários consoles, mas o que mora no meu coração é o PS4 e o PS Vita.
Minha paixão me levou a fundar o Já Joguei em 2020 e posteriormente o Na La7a em 2024 com apenas objetivo, manter vocês sempre atualizado de tudo que acontece no mundo dos games desde noticias, review e tutoriais.





