Pela primeira vez estamos vendo uma geração de consoles de videogame que quanto mais velho, mais caro ele fica. Até a geração do PS4 era comum ver a chegada de um console pro e a redução do preço do console atual. E quando se aproximava da nova geração, aí o preço despencava. Mas o que aconteceu que agora está diferente?
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Escassez dos componentes

A atual geração começou em 2020, em pleno ano de pandemia, e por isso enfrentou a crise dos semicondutores, um material fundamental para a produção dos consoles. Isso levou a uma falta de estoque que como consequência fez os preços dispararem já no lançamento, tanto pela escassez quanto pela alta procura e baixo estoque.
A crise dos semicondutores demorou alguns anos para passar e em 2023 o mercado voltou a estabilizar, mas não por muito tempo. Dois anos depois, em 2025, veio o boom da IA e as empresas começaram a comprar em massa e esgotar o estoque da memória RAM e SSD.
Essa é a atual crise que estamos vivendo e vem se agravando a cada mês. Alguns especialistas afirmam que ela vai durar até 2030, outros já falam que esse será o “novo normal” e os preços nunca mais voltarão a ser como era.
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Jogos, assinaturas e live service

Com o atraso no início da geração, os jogos também atrasaram, o que levou ao aumento considerável no custo de desenvolvimento e é claro que esse prejuízo não fica com as empresas e elas repassam tudo para os jogadores seja em aumento de preço dos jogo ou assinaturas.
Não podemos esquecer também que nesta geração todo mundo queria um Fortnite para chamar de seu, principalmente o PlayStation, por isso, todas as empresas realocaram os investimentos nos jogos como serviço e como resultado tiveram um prejuízo bilionários, muitos estúdios fecharam e os que sobreviveram estão vivendo de remake, remaster ou promessas de jogos no futuro. E novamente o consumidor paga a conta.
Tarifaço e variação do dólar
Em janeiro de 2025, Donald Trump voltou a assumir a presidência dos Estados Unidos e adotou uma política de tarifas agressivas. Entre indas e vindas, o preço da produção dos consoles e jogos voltou a subir e como você já sabe, esse prejuízo sempre vai para o bolso dos jogadores.
Aqui no Brasil, as coisas são especialmente piores. Em um ponto de 2025, o dólar passou dos 6 reais e como consequência, as empresas mudaram a conversão fazendo o preço do jogo subir aqui, mesmo sem um reajuste global. O jogo que era 350 reais, agora é vendido por 400 reais.
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Ganância
É claro que não podemos desconsiderar a ganância das empresas. Muitos dos problemas mencionados como o tarifaço e a alta do dólar já foram resolvidos, mas elas continuam mantendo os preços altos em todos os países.
Algumas empresas como Sony e Nintendo conseguiram até reembolso das tarifas pagas, mas se recusam a reembolsar os jogadores que pagaram pelo reajuste e ainda mantém os preços altos. O dólar também caiu, mas continua sendo convertido para mais. Atualmente, um jogo de 70 dólares é vendido por 77 dólares aqui no Brasil.
Futuro assustador
Vendo tudo que aconteceu e ainda está acontecendo, é difícil imaginar um futuro otimista. A tendência é que os preços dos hardwares, jogos e assinaturas continuem subindo até se tornar insustentável e uma nova crise estourar de vez, resetando por completo o mercado

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Jornalista por formação e gamer apaixonado de nascimento. Comecei minha paixão no polystation, passei por vários consoles, mas o que mora no meu coração é o PS4 e o PS Vita.
Minha paixão me levou a fundar o Já Joguei em 2020 e posteriormente o Na La7a em 2024 com apenas objetivo, manter vocês sempre atualizado de tudo que acontece no mundo dos games desde noticias, review e tutoriais.




