- Prós: Platina fácil, história, gameplay
- Contras: Preço, falta de conteúdo, personagens, forte envolvimento da Sweet Baby
Veredito: Marvel’s Wolverine é um jogo incompleto. O jogo tem uma gameplay simples, uma progressão que acaba no meio do jogo e um preço de AAA. Se ele fosse metade do preço seria uma opção muito mais interessante.
Agora se você quer uma review mais detalhada, confira nosso texto logo abaixo.
Após anos de espera, vazamentos, adiamentos, Marvel’s Wolverine finalmente foi lançado. Porém, diferente dos lançamentos mais recentes da Insomniac, Wolverine teve uma recepção bem negativa. Mas será que o jogo realmente é ruim assim ou só pesaram a mão devido ao momento do PlayStation?
História

Vamos começar por um dos pontos mais questionados. Antes de falar sobre esse jogo, eu preciso deixar claro que não sou uma pessoa apaixonada pelo universo X-Men. Eu assisti um pouco dos desenhos antigos, mas não acompanhava episódio por episódio. Também vi alguns filmes e outros eu pulei. Meu personagem favorito sempre foi o Noturno e o Magneto. Eu estou falando isso porque será um fator determinante para gostar ou não da história do jogo.
Marvel’s Wolverine é o início dos X-Men no universo da Insomniac e o estúdio tomou a liberdade para mudar muitos elementos da história e dos personagens já estabelecidos e é por isso que muita gente amou e muita gente odiou.
A história tem a premissa simples e já conhecida de um grupo de mutantes, aqui sendo a Equipe X, que lutam pela sobrevivência. No decorrer do jogo, a história evolui para algo maior que vou evitar falar aqui para não dar spoilers. Porém, no fim das contas, acaba sendo sobre o romance do Logan e a Jean enquanto os dois lutam pela sobrevivência do grupo e conflito de ideais.
Personagens

Aqui as coisas começam a ficar um pouco complicadas. Vamos começar pelos protagonistas, Logan e Jean. Os dois começam como dois desconhecidos um para o outro, mas com o avançar do jogo, um vai entendendo melhor o outro e nós também vamos conhecendo os personagens. Ambos carregam uma relação que vem sendo desenvolvida há centenas de anos e vai sendo revelada aos poucos, como duas almas gêmeas destinadas a sempre se encontrarem. Além disso, com o avanço da história também vamos entendendo os eventos que já aconteceram nesse universo onde os mutantes já estão estabelecidos.
Entre os coadjuvantes, os principais são o Dentes de Sabre, Mística e Essex. Começando pelo mais polêmico, o Dentes de Sabre. Aqui a Insomniac alterou praticamente tudo na personalidade dele e do Logan. Não é mais aquela relação de ódio onde um quer matar o outro, aqui eles agem mais como rivais que estão sempre brigando, mas no fundo um gosta e respeita o outro. Ao final da história, existe uma ponta solta que pode mudar essa relação, mas o que já foi feito gerou muita reclamação.
A Mística é a personagem que menos gostei. Ela é aquele tipo de personagem mimado que afirma que não precisa de ninguém, pode fazer tudo sozinha, mas é a primeira a se meter em uma confusão e precisar ser salva. Ela lembra bastante tanto a personalidade quanto a aparência da MJ de Marvel’s Spider-Man.
Por fim temos o Essex, um cientista que é o líder da Equipe X. Ele parece uma mistura do Professor Xavier com o Magneto, mas sem o carisma dos dois. Não vou falar muito sobre ele para evitar spoilers, mas ele é sim um personagem interessante.
O problema da história e dos personagens é o mesmo, a Insomniac mudou muitas coisas. Eu gostei da relação do Logan com a Jean e o Dente de Sabres, mas não gostei dessa nova Mística. Porém é compreensível que um fã de longa data da franquia não curta as mudanças. Além disso, outra coisa que me incomodou demais, mas isso não é um problema só desse jogo é a pronúncia dos nomes em inglês mesmo jogando dublado.
Vale destacar que o jogo teve um forte envolvimento da Sweet Baby, o que impactou diretamente na construção dos personagens, tanto na aparência quanto na história e personalidade.
Gameplay

A gameplay do jogo é bem divertida. Pelo menos no começo. Marvel’s Wolverine é um Hack’n Slash, mas não abraça o gênero. Até a metade do jogo, aproximadamente 65% de acordo com o medidor do PS5, você vai desbloqueando novas habilidades que vão deixando o gameplay mais divertido. Porém, da metade pra frente você não libera mais nada e passa a ser apenas andar em linha reta e esmagar botões.
Jogos Hack’n Slash normalmente são assim, e eu adoro. Porém, jogos do gênero costumam ter muitas habilidades que são desbloqueadas até depois de zerar, além de combos complexos que você precisa continuar jogando para dominar. Mas em Wolverine isso não acontece, é tudo muito simples.
E é engraçado porque dentro do jogo tem algo que poderia ajudar, mas não foi explorado. Durante a campanha você encontra as portas do pesadelo, que possuem dois tipos de missão, travessia e combate. O combate possui um sistema de ondas que você desbloqueia novas habilidades conforme avança e isso é muito divertido, mas fica limitado a esses desafios. Até o sistema de escalada e parkour é mais divertido dentro dessas portas.
E como se não fosse o suficiente, o jogo é extremamente linear. Não existe missão secundária, não existe exploração, não existe escolha. É só avançar e esmagar botões. Pra piorar, eles tentam mascarar isso com momentos desnecessários, e eu nem estou falando dos Quick Time Event (QTE) que é concluído mesmo sem apertar nada, mas tem momentos de gameplay completamente inúteis. Um exemplo é um momento que estava em uma cutscene com o Logan subindo em uma sentinela, o jogo muda pra gameplay para que eu escale ela e em apenas três movimentos volta para a cinemática. E momentos assim se repetem o tempo inteiro
A sensação que fica é que Wolverine é um jogo incompleto. O jogo poderia manter a árvore de habilidade curta e a gameplay linear, mas criando uma variedade ao permitir que a gente controle outros personagens como a Jean e Dente de Sabre. E o pior é que aparentemente esse era o plano. No conteúdo vazado do jogo em 2023 é possível ver que eles chegaram a desenvolver a gameplay da Jean, mas em algum momento a Insomniac desistiu da ideia.
Parte técnica

Assim como todos os jogos do PlayStation, o jogo está completamente localizado e bem otimizado, em nenhum momento tive nenhum problema de queda de FPS. Mas o polimento…
Em relação a bugs, aí é outra história. Durante minhas 25 horas de jogo eu presenciei vários bugs. Alguns eram apenas bugs visuais que apesar de tosco, não atrapalhavam em nada. Mas teve alguns bugs que me obrigaram a reiniciar o save para continuar jogando. Um dos que mais me irritou foi após limpar a área, o Logan agarrou em uma árvore que não conseguia sair e por isso tive que voltar o save. Outro bug irritante foi em um momento que a Jean tinha que acessar um microfone e ela ficou presa na porta, dessa forma a cutscene não aconteceu e o jogo ficou travado.
Como poderia ser melhor

O maior problema do jogo é o preço. Atualmente a Sony cobra 70 dólares, aproximadamente 350 reais, para os jogos AAA. Porém, quando você vê um jogo como Resident Evil Requiem por esse preço, a sensação que dá é que esse preço do Wolverine não está certo. Mas o pior é que aqui no Brasil, o jogo está sendo vendido por 400 reais, quase 77 dólares.
Marvel’s Wolverine lembra muito outro jogo lançado neste ano, God of War Sons of Sparta, um jogo curto e com pouco conteúdo. Porém, Sons of Sparta custa 30 dólares ou 170 reais. Já Wolverine custa 400 reais, mais que o dobro e por isso as críticas são bem mais pesadas, e com razão.

Analise feita com chave cedida pela PlayStation
Outras reviews
- Veredito Big Walk: Compro, espero ou skipo
- Primeiras impressões: The Sinking City 2
- Veredito Fading Echo: Compro, espero ou skipo
Jornalista por formação e gamer apaixonado de nascimento. Comecei minha paixão no polystation, passei por vários consoles, mas o que mora no meu coração é o PS4 e o PS Vita.
Minha paixão me levou a fundar o Já Joguei em 2020 e posteriormente o Na La7a em 2024 com apenas objetivo, manter vocês sempre atualizado de tudo que acontece no mundo dos games desde noticias, review e tutoriais.





